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Episódios de tontura ao se levantar são frequentes na terceira idade e podem sinalizar desde desidratação até alterações cardiovasculares que exigem atenção. A tontura ao levantar no idoso costuma ser descrita como uma sensação de escurecimento da visão, fraqueza nas pernas, desequilíbrio ou até a impressão de que vai desmaiar. Em muitos casos, dura poucos …

Episódios de tontura ao se levantar são frequentes na terceira idade e podem sinalizar desde desidratação até alterações cardiovasculares que exigem atenção.

A tontura ao levantar no idoso costuma ser descrita como uma sensação de escurecimento da visão, fraqueza nas pernas, desequilíbrio ou até a impressão de que vai desmaiar. Em muitos casos, dura poucos segundos. Em outros, vem acompanhada de suor frio, náusea ou instabilidade mais prolongada.

Por parecer algo passageiro, muitas famílias tendem a minimizar o sintoma. No entanto, quando falamos em tontura em idosos, especialmente repetitiva, o alerta deve acender. Não apenas pela causa em si, mas pelo impacto direto no risco de quedas, um dos principais fatores de hospitalização na terceira idade.

Entender o que pode estar por trás desse quadro é o primeiro passo para prevenir acidentes e proteger a autonomia do idoso.

Por que a tontura acontece ao se levantar

Quando uma pessoa está sentada ou deitada e se levanta rapidamente, o corpo precisa ajustar a circulação sanguínea. A gravidade faz com que parte do sangue se concentre nas pernas, e o organismo responde aumentando a frequência cardíaca e contraindo os vasos para manter a pressão adequada no cérebro.

No idoso, esse mecanismo pode não funcionar com a mesma agilidade. O resultado é uma queda momentânea da pressão arterial, conhecida como queda de pressão no idoso ou hipotensão postural (também chamada de hipotensão ortostática).

Durante esses segundos, o cérebro recebe menos sangue do que deveria — e surge a tontura.

Queda de pressão no idoso é a causa mais comum

A queda de pressão no idoso ao se levantar é uma das causas mais frequentes desse sintoma. Ela pode ocorrer por diversos motivos:

  • Uso de medicamentos anti-hipertensivos
  • Diuréticos
  • Remédios para Parkinson
  • Antidepressivos
  • Alterações cardiovasculares
  • Longos períodos acamado
  • Desidratação

Em alguns casos, o idoso já tem pressão naturalmente mais baixa. Em outros, a medicação está ajustada para tratar hipertensão, mas acaba provocando episódios de hipotensão ao mudar de posição.

O ponto importante é observar a frequência. Um episódio isolado pode acontecer com qualquer pessoa. Episódios repetidos exigem avaliação médica.

Desidratação também provoca tontura

Muitos idosos ingerem menos líquidos do que o ideal. A sensação de sede diminui com o envelhecimento, e alguns evitam beber água para não ir tantas vezes ao banheiro.

A consequência é uma leve desidratação crônica, que pode reduzir o volume sanguíneo e favorecer quedas de pressão. A tontura aparece como um dos primeiros sinais.

Em dias mais quentes ou após quadros de diarreia e febre, o risco aumenta ainda mais.

Alterações cardiovasculares precisam ser investigadas

Nem toda tontura está relacionada apenas à pressão baixa. Problemas cardíacos também podem estar envolvidos.

Arritmias, insuficiência cardíaca e alterações no sistema de condução elétrica do coração podem comprometer o fluxo sanguíneo adequado ao cérebro.

Quando a tontura vem acompanhada de palpitações, dor no peito, falta de ar, desmaio, é fundamental buscar avaliação médica imediata.

Ficar muito tempo sentado ou deitado aumenta o risco

Idosos que passam longos períodos sentados ou acamados tendem a apresentar maior dificuldade de adaptação postural.

O corpo “desacostuma” a realizar ajustes rápidos na circulação. Ao levantar de forma brusca, o sistema cardiovascular não responde com a velocidade necessária.

Esse cenário é comum após internações, cirurgias ou períodos prolongados de repouso.

Medicamentos podem estar por trás do sintoma

É importante revisar sempre a lista de medicamentos em uso.

Remédios que controlam pressão, ansiedade, depressão, dor crônica e doenças neurológicas podem alterar a resposta do organismo ao se levantar.

Às vezes, um simples ajuste de dose resolve o problema. Por isso, jamais suspenda medicamentos por conta própria — a avaliação deve ser feita por um profissional.

O maior perigo está no risco de quedas

O ponto mais delicado da tontura ao levantar no idoso não é apenas o desconforto momentâneo, mas o aumento significativo do risco de quedas.

Uma tontura de poucos segundos pode ser suficiente para provocar:

  • Quedas no banheiro
  • Quedas ao sair da cama
  • Traumas na cabeça
  • Fraturas de quadril
  • Contusões graves

Em muitos casos, a queda acontece antes mesmo que o idoso consiga sentar novamente.

E sabemos que, na terceira idade, uma queda não é um evento simples. Ela pode desencadear perda de autonomia, internações prolongadas e medo constante de se movimentar.

Como a família pode observar melhor o sintoma

Nem sempre o idoso relata a tontura com clareza. Alguns dizem apenas que “escureceu a vista”. Outros sentem vergonha de contar.

Por isso, vale observar:

  • A tontura acontece sempre ao levantar?
  • O idoso se apoia em móveis com frequência?
  • Há relatos de visão turva ou sensação de desmaio?
  • Já houve quase quedas recentes?
  • Ele levanta muito rápido da cama ou da cadeira?

Anotar a frequência e o contexto ajuda muito na consulta médica.

Pequenas mudanças que reduzem o risco

Algumas atitudes simples fazem diferença real no dia a dia:

  • Levantar devagar. Primeiro sentar na beira da cama por alguns segundos. Depois apoiar os pés no chão e só então ficar de pé.
  • Hidratação regular. Oferecer água ao longo do dia, mesmo que o idoso não peça.
  • Revisão médica periódica. Especialmente quando há uso de múltiplos medicamentos.
  • Evitar levantar no escuro. Luz noturna no quarto e no banheiro ajuda a reduzir acidentes.
  • Manter rotina ativa. Movimentação leve e supervisionada favorece a adaptação cardiovascular.

São medidas simples, mas que exigem acompanhamento constante.

Quando procurar ajuda médica

É importante buscar avaliação quando:

  • A tontura acontece com frequência
  • Há quedas ou quase quedas
  • O idoso desmaia
  • Surgem sintomas cardíacos associados
  • A tontura piora progressivamente

Ignorar o sintoma pode aumentar o risco de complicações.

O papel do cuidado estruturado na prevenção

A prevenção começa na observação diária. Muitas vezes, a família só percebe a gravidade depois de uma queda. Ter alguém acompanhando a rotina, monitorando pressão, incentivando hidratação e orientando movimentos mais seguros faz toda a diferença.

É nesse ponto que o cuidado domiciliar estruturado se torna um aliado importante.

A Geração de Saúde atua com acompanhamento personalizado, observando sinais como tontura, alterações de pressão, mudanças no equilíbrio e qualquer indício que possa aumentar o risco de quedas.

O cuidador auxilia no momento de levantar da cama, acompanha deslocamentos dentro da casa, organiza a rotina de medicação e comunica a família sobre qualquer alteração percebida.

Além disso, a empresa realiza avaliação prévia com supervisão de enfermagem, orientando sobre adaptações no ambiente e estratégias para reduzir acidentes domésticos, conforme detalhado em seus serviços de atendimento domiciliar

Cuidar da tontura em idosos não significa limitar movimentos, mas oferecer suporte para que o idoso continue ativo com mais segurança.

Se você percebe episódios de tontura ao levantar no idoso, vale buscar orientação e fortalecer a prevenção no dia a dia.

Conheça os serviços de cuidado domiciliar da Geração de Saúde e entenda como um acompanhamento estruturado pode trazer mais tranquilidade para toda a família. Acesse: www.gscuidadoresdeidosos.com.br.

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