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Escaras em idosos são feridas dolorosas, mas podem ser evitadas com cuidados simples, atenção diária e apoio especializado. O envelhecimento traz mudanças no corpo que afetam desde a pele até a mobilidade. Entre os desafios de saúde mais comuns, especialmente em pessoas acamadas ou com movimentação reduzida, estão as escaras em idosos — também chamadas …

Escaras em idosos são feridas dolorosas, mas podem ser evitadas com cuidados simples, atenção diária e apoio especializado.

O envelhecimento traz mudanças no corpo que afetam desde a pele até a mobilidade. Entre os desafios de saúde mais comuns, especialmente em pessoas acamadas ou com movimentação reduzida, estão as escaras em idosos — também chamadas de úlceras por pressão.

Essas feridas podem parecer um detalhe no início, mas, quando não recebem a atenção devida, evoluem para quadros dolorosos e até perigosos, aumentando o risco de infecções e internações prolongadas.

Falar sobre prevenção é essencial, porque mais do que tratar, é possível evitar que as escaras apareçam. Com informação, cuidados diários e apoio especializado, a rotina de quem envelhece pode ser mais leve, segura e digna.

O que são escaras e por que surgem

As escaras são lesões na pele e nos tecidos que aparecem quando uma área do corpo permanece sob pressão contínua por muito tempo. Imagine um idoso que passa horas ou dias na mesma posição, deitado ou sentado, sem conseguir se movimentar sozinho.

O peso do corpo sobre pontos específicos, como quadris, costas ou calcanhares, reduz a circulação sanguínea local. Sem sangue suficiente, a pele e os músculos não recebem oxigênio e nutrientes, o que leva ao enfraquecimento e, em seguida, à morte celular.

Esse processo pode começar de maneira silenciosa, com apenas uma vermelhidão discreta na pele, mas rapidamente evolui para feridas abertas. É por isso que as escaras são chamadas também de úlceras por pressão. Elas afetam principalmente idosos acamados, pessoas em recuperação de cirurgias ou em uso prolongado de cadeiras de rodas.

Por que os idosos são mais vulneráveis?

Com a idade, a pele se torna naturalmente mais fina e menos elástica. A perda de gordura subcutânea, que funciona como uma espécie de “almofada protetora”, deixa ossos e músculos mais expostos à pressão. Além disso, doenças comuns nessa fase da vida — como diabetes, desnutrição, problemas circulatórios e limitações motoras — aumentam o risco de formação das úlceras.

Outro fator importante é a mobilidade. Muitos idosos não conseguem mudar de posição sozinhos ou passam longos períodos em repouso, o que cria o cenário ideal para o surgimento de escaras. A hidratação insuficiente e a falta de estímulos físicos também colaboram para agravar a situação.

Locais do corpo mais afetados

As escaras não surgem de forma aleatória. Elas tendem a aparecer nas regiões em que a pele está mais próxima dos ossos e onde a pressão é maior. Os locais mais comuns são:

  • Quadris e cóccix, especialmente em pessoas que ficam deitadas por longos períodos.
  • Calcanhares e tornozelos, pelo contato direto com o colchão.
  • Ombros, escápulas e costas, em quem permanece deitado de costas.
  • Região lateral dos quadris e joelhos, em quem fica muito tempo deitado de lado.
  • Parte posterior da cabeça e orelhas, em pessoas extremamente fragilizadas.

Saber onde observar é um passo importante para detectar os primeiros sinais antes que evoluam para algo mais grave.

Sintomas iniciais que merecem atenção

As escaras passam por estágios de evolução, e quanto mais cedo forem identificadas, maiores as chances de recuperação rápida. Alguns sinais de alerta incluem:

  • Vermelhidão persistente na pele, que não desaparece após a mudança de posição.
  • Calor, dor ou sensibilidade aumentada na região pressionada.
  • Endurecimento ou amolecimento incomum da pele.
  • Formação de bolhas ou descamação.
  • Feridas abertas, com secreção ou odor, nos casos mais avançados.

Observar diariamente essas mudanças é fundamental para interromper o processo ainda no início.

Prevenção escaras idoso: a chave para o cuidado

Embora existam tratamentos eficazes, a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Pequenas atitudes no dia a dia fazem uma enorme diferença:

1. Mudança frequente de posição

O simples ato de reposicionar o idoso a cada duas ou três horas reduz a pressão sobre as áreas de risco. Alternar entre deitar de lado, de costas ou elevar o tronco ajuda a manter a circulação ativa.

2. Superfícies de apoio adequadas

Colchões especiais, conhecidos como colchões pneumáticos, distribuem melhor o peso corporal e evitam que a pressão se concentre em um único ponto. Almofadas e travesseiros também podem ser usados para proteger calcanhares, joelhos e quadris.

3. Cuidados com a pele

Manter a pele limpa e hidratada é essencial. A higiene deve ser feita com produtos suaves, que não ressequem a pele, e o uso de cremes hidratantes ajuda a preservar a barreira natural. Também é importante secar bem todas as dobras, prevenindo assaduras.

4. Alimentação e hidratação

Uma dieta equilibrada, rica em proteínas, vitaminas e minerais, fortalece os tecidos e favorece a cicatrização natural. Já a ingestão adequada de água mantém a pele mais resistente e menos suscetível a feridas.

5. Estímulo à mobilidade

Mesmo quando o idoso tem limitações, exercícios leves, fisioterapia ou pequenas caminhadas supervisionadas ajudam a melhorar a circulação e a reduzir o risco de escaras.

6. Atenção profissional

Ter cuidadores treinados para identificar sinais precoces e adotar medidas preventivas é um dos pontos mais eficazes para evitar complicações.

O papel da família e dos cuidadores

Prevenir escaras não é apenas uma questão técnica, mas também de atenção diária e de olhar sensível. A família, por vezes sobrecarregada, nem sempre consegue dedicar o tempo e a vigilância necessários. É nesse momento que a presença de um cuidador profissional se torna fundamental.

Um cuidador sabe como reposicionar o idoso de forma segura, avaliar a pele diariamente, aplicar cremes, organizar a rotina de higiene e garantir que a alimentação e a hidratação estejam adequadas. Mais do que isso, ele também oferece companhia, escuta e estímulos, ajudando a preservar a autoestima e o bem-estar emocional do idoso — fatores que influenciam diretamente na saúde física.

Quando a prevenção não é suficiente

Mesmo com todos os cuidados, em alguns casos as escaras podem surgir. Quando isso acontece, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, com orientação médica e acompanhamento profissional. Curativos específicos, limpeza adequada da ferida e, em situações mais graves, antibióticos ou até cirurgias reparadoras podem ser necessários.

Nesses momentos, o suporte de uma equipe de cuidadores e profissionais de saúde reduz riscos e torna a recuperação menos dolorosa.

Prevenir é cuidar da dignidade

As escaras em idosos não afetam apenas o corpo. Elas trazem dor, desconforto e, muitas vezes, sentimentos de dependência e vulnerabilidade. Evitá-las é preservar a dignidade, o direito de envelhecer com conforto e qualidade de vida.

A prevenção é sempre mais eficaz do que o tratamento, e contar com apoio especializado é a forma mais segura de garantir que a rotina do idoso seja vivida com cuidado, respeito e acolhimento.

O apoio da Geração de Saúde

A Geração de Saúde entende a complexidade desse desafio e atua diariamente no cuidado domiciliar e hospitalar de idosos, com uma equipe de cuidadores treinados para identificar e prevenir riscos como as escaras. Mais do que presença física, oferecemos acolhimento, supervisão profissional e atenção integral à rotina do idoso e da família.

Nossos cuidadores são orientados a observar sinais de alerta, propor mudanças de posição, cuidar da pele, da hidratação e da alimentação, sempre com empatia e responsabilidade. Cada atendimento é personalizado, respeitando a história, as preferências e os limites de quem recebe o cuidado.

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